Em Londres abre o primeiro museu da vagina

arte e cultura

Em Londres, acaba de abrir o primeiro museu da vagina, dedicado à anatomia e à dinâmica do órgão feminino, do qual todos nascemos.

O museu da vagina nasceu de uma arrecadação de fundos públicos, com mais de 1.000 pessoas que doaram um total de quase 60.000 euros. O projeto foi lançado em 2017 e começou com exposições e eventos temporários em todo o Reino Unido.

Tampões gigantescos e coletores menstruais enormes dão a moldura deste museu que é muito mais sério do que parece. Conforme declarado no site do próprio museu, os seus objetivos são completamente culturais:

  • Para difundir a consciência e aumentar os conhecimentos sobre a anatomia feminina e a saúde ginecológica
  • Incentivar as pessoas a falarem sobre problemas de natureza íntima
  • Quebrar os tabus relacionados do corpo
  • Atuar como um fórum para o feminismo, os direitos das mulheres e a comunidade transexual
  • Opor-se a comportamentos sexistas e discriminatórios
  • Promover valores inclusivos

Ou seja, nada de piada sexista, sexshops, exposição do corpo feminino para fins eróticos ou coisas do tipo. Mas algo que, de fato, é sério e necessário.

“Descobri coisas absurdas – explicou ao The Guadian Sarah Creed, curadora da primeira exposição do museu – metade das pessoas entrevistadas não sabia onde estava a vagina, enquanto eu pensava que era uma coisa conhecida. Uma em cada cinco mulheres acha que precisa remover o absorvente interno para urinar, o que me deixou louca”.

O museu conta como foi espalhada a ideia de que os pêlos pubianos não são higiênicos (embora seja muito mais higiênico tê-los) e o porquê de existir tanta mulher que desodoriza suas vaginas como se fossem axilas, sem pensar na delicadeza desta parte íntima. Sem mencionar crenças completamente anti-científicas sobre corrimento vaginal branco (normal em idade fértil).

A primeira exposição intitulada “Mitos sobre a vagina e como combatê-los” terminará em fevereiro, mas já estão pensando em uma outra sobre a história da menstruação com fóruns de literatura feminista.

“Temos a visão de um mundo em que ninguém se envergonhe de seus corpos, cada um tem a sua autonomia corporal e toda a humanidade trabalha em conjunto para construir uma sociedade livre e igualitária”.

Ciência acima de tudo, contra a ignorância e o tabu.

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Fonte foto: The Guardian

Ingressou no curso de Ecologia pela UNESP e formou-se em Direito pela UNIMEP. É redatora-chefe e co-founder de GreenMe Brasil.
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