Zero copo plástico na Universidade Federal de Juiz de Fora em 2020

copo plástico

A poluição causada pelo uso do plástico é um dos principais problemas contemporâneos. Iniciativas vêm sendo tomadas no mundo todo visando à diminuição do descarte desse material, que causa inúmeros males ao meio ambiente.

Nas repartições públicas e nas empresas privadas, o uso de copos plásticos é uma realidade que precisa ser enfrentada com soluções alternativas. São milhões de copos utilizados por trabalhadores, clientes e visitantes nesses locais de trabalho.

O setor público tem a obrigação social de ser pioneiro em ações pelo bem comum. A sua responsabilidade social força as entidades privadas, seja pela lei, seja pelas boas práticas, a tomarem o mesmo caminho.

Zero Copo em 2020

É nesse sentido que a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), situada na cidade mineira de Juiz de Fora, lançou a campanha “Copo Zero” no Restaurante Universitário (RU) da instituição.

O novo ano letivo vai começar com essa prática sustentável. A partir de janeiro de 2020, o RU da UFJF vai excluir o uso de copos plásticos com o intuito de motivar seus usuários (estudantes, docentes e técnicos-administrativos) a levarem suas próprias canecas ou copos.

A medida será adotada junto com uma campanha educativa nos dias 10, 12, 16, 18 e 20 de dezembro, datas em que o RU não disponibilizará copos plásticos para os usuários tomarem suco, água ou café. Como nessas datas o público do RU diminui bastante, por causa do recesso acadêmico, a experiência começará a ser testada junto com a ação educativa.

De acordo com o pró-reitor de Assistência Estudantil, Marcos Freitas, a universidade, além de um espaço de construção do conhecimento, visa a impactar a redução do uso do copo plástico internamente, preservando o planeta e conscientizando os estudantes e servidores para levarem essa boa prática para outros âmbitos de suas vidas. A Pró-reitoria de Assistência Estudantil veio construindo a iniciativa junto com a direção-geral do RU e com um grupo de estudantes engajados na causa ambiental.

Gradativamente, copos plásticos serão retirados do RU, dando tempo para que os usuários possam se adaptar. O restaurante oferecerá a infraestrutura necessária para que as canecas sejam lavadas após o uso.

O Diretor de Imagem Institucional da UFJF, Márcio Guerra, comemora a adesão da campanha por parte dos estudantes. Ele destaca que a UFJF continuará com a ação de distribuição de canecas na recepção aos calouros, que vem sendo feita há quatro anos pela instituição:

”Nossa divulgação teve, por parte dos estudantes, uma reação positiva, todos acharam que não deveria ter plástico há algum tempo. Com isso, a Recepção aos Calouros vai continuar distribuindo canecas, como já é realizado há 4 anos.”

É preciso conscientizar

O plástico pode ser reciclado, mas estamos longe de uma prática de descarte ideal. Anualmente, o Brasil produz 100 mil toneladas de copos plásticos, cujo destino, em sua maior parte, é o aterro sanitário ou o meio ambiente.

São diversas as consequências negativas do copo plástico para o planeta, que demoram ente entre 250 e 400 anos para se decompor. Algumas delas são a morte de espécies marinhas por asfixia e o dano à saúde humana provocado pela substância estireno, a qual, de acordo com uma pesquisa da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em contato com o café quente pode causar câncer.

O barato que sai caro

O copo plástico é o barato que sai caro. Como ele custa cerca de R$ 0,20 pelo quilo do copo, é massivamente consumido. Entretanto, o uso dele gasta mais água do que a reutilização de copos e canecas de cerâmica ou vidro. Para produzir cada copo, que, após usado vai para o lixo, são gastos até três litros de água, enquanto para lavar uma caneca é necessário 300 ml de água.

A estudante do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária e uma das envolvidas com o projeto, Aline Bellini, destaca a importância da universidade nesse tipo de iniciativa:

“Em média, a população brasileira utiliza 720 milhões de copos diariamente e cada um pode demorar até 450 anos para se decompor. Quando nós reduzimos esse número, oferecemos um mundo melhor para as pessoas. Já percebemos o apoio do público que utiliza o Restaurante Universitário, além de ser uma proposta interessante com uma responsabilidade social e ambiental”.

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Doutora em Estudos de Linguagem, Mestra em Linguística e Especialista em Ensino de Língua Portuguesa, escreve para GreenMe desde 2015.
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