Esmalte em gel faz mal? O que dizem os especialistas

esmalte em gel

Você já ouviu falar de esmalte em gel? Também conhecido por esmalte permanente, shellac ou gelac, ele está em alta no Brasil.

Embora esteja na moda o esmalte em gel, nem todo mundo é adepto à aparência que ele dá às unhas, visto que, quando elas crescem, produz um efeito “fake”. Mas, para além da estética, será que o esmalte em gel faz mal à saúde?

Os esmaltes, em geral, contêm substâncias químicas que podem danificar as unhas. Tanto que é aconselhável deixá-las “respirar” por pelo menos um dia quando for esmaltá-las novamente.

A esmaltação em gel, por ser mais invasiva, já que a sua durabilidade é muito maior, pode trazer algumas consequências indesejáveis.

O que é esmalte em gel e qual a diferença com o esmalte comum

Além da durabilidade, o esmalte em gel garante um efeito mais brilhoso. Os esmaltes comuns, em geral, duram 5 dias (se você não cozinhar, lavar louça e não tiver contato com produtos de limpeza, eles podem durar até 7 dias). Já os esmaltes em gel duram de 10 a 15 dias.

A aplicação dos esmaltes em gel não difere muito da dos comuns, embora existam algumas etapas adicionais.

Como explicou o site Vix, o procedimento parar retirar as cutículas e lixar as unhas é o mesmo. Após essas fases, a manicure aplica um fixador para preparar as unhas e retirar delas o brilho e a oleosidade. Depois, uma base especial é colocada nas unhas para receber o esmalte em gel, que, após aplicado, é secado em uma máquina com raios ultravioleta.

O tempo de secagem é de 30 segundos por unha. São aplicadas duas camadas de esmalte e, em seguida, uma cobertura de brilho. Após essa etapa, a manicure limpa os cantinhos para a técnica ficar impecável.

O que dizem os especialistas

Mas será que vale a pena mesmo prolongar por mais uma semana uma unha bem feita?

A dermatologista Márcia Purceli disse pra o G1 que, devido à dificuldade em remover o esmalte em gel, os produtos usados nesse processo podem danificar as unhas, deixando-as ressecadas e quebradiças. Logo, a técnica deve ser evitada no cotidiano, sendo aconselhável usá-la apenas em ocasiões específicas, como viagens, por exemplo.

O técnico de unha Remmy Forcel explicou que existem duas técnicas para remover o esmalte em gel. Em uma delas utiliza-se um algodão embebido em um produto específico de remoção e em outra a unha fica imersa dentro de um pote com esse mesmo produto.

Antes ainda é preciso lixar a unha para remover o brilho e deixá-la mais porosa para que o produto penetre nela. Como é um procedimento bastante invasivo, ele pode retirar nutrientes das unhas. A dermatologista Márcia Purceli alerta sobre a importância de manter as unhas bem hidratadas, a fim de evitar o ressecamento e a quebra delas.

Já a manicure Renata Cesário disse ao Tudo sobre make que o tempo ideal entre uma esmaltação e outra é de, pelo menos, um dia, para evitar o ressecamento das unhas. Sem esse tempo para a unha respirar, podem aparecer fungos. Para o mesmo site, a dermatologista Jomara Estefaneli explica que essa pausa evita que as unhas percam a hidratação e fiquem com manchas brancas. Para manter as unhas hidratadas, existem cremes específicos para elas e para as cutículas, bem como óleos.

Para o Pure People, a dermatologista Karla Assed explica que as unhas são compostas de queratina e são um tecido morto, cuja função é proteger os dedos. O uso de colágeno e de vitaminas, segundo a especialista, também ajuda na manutenção saudável das unhas.

Ela sugere ainda, no caso da remoção dos esmaltes comuns, a utilização de removedor de esmalte no lugar da acetona, pois ele é menos irritante para as unhas e para a pele.

Saúde x estética

Independentemente da técnica utilizada para pintar as unhas, é necessário, antes de pensar na questão estética, preocupar-se com a saúde delas.

Muita gente acredita que vai economizar optando pela esmaltação em gel, já que a durabilidade da técnica é maior, mas, a longo prazo, os efeitos que ela provoca nas unhas pode levar a um custo alto.

Use a esmaltação em gel com comedimento e preserve a saúde das suas unhas.

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Doutora em Estudos de Linguagem, Mestra em Linguística e Especialista em Ensino de Língua Portuguesa, escreve para GreenMe desde 2015.
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