Morre o último rinoceronte-branco-do-norte macho do mundo

Sudan

Esta é uma notícia triste para todas aquelas pessoas preocupadas com a vida e com o meio ambiente. Sudan, o último rinoceronte-branco-do-norte macho do mundo, morreu no último dia 19, aos 45 anos de idade.

A reserva natural Ol Pejeta, no Quênia, onde Sudan vivia desde 2009, informou a morte do animal, que já estava bastante doente.

Devido a sua debilidade, a reserva decidiu abatê-lo. Com a morte de Sudan, restam apenas dois rinoceronte-branco-do-norte no mundo, que são fêmeas. Logo, a iminente extinção da espécie (Ceratotherium simum cottoni) pode estar bem próxima. E pensar que estes animais estão à beira da extinção por terem sido objetos da ganância humana por causa de seus cornos, fonte de renda em um comércio cruel.

De um dia para o outro, a saúde de Sudan piorou demasiado, a ponto de ele sequer conseguir levantar-se. Por causa do seu sofrimento, a equipe de veterinários do zoológico Dver Kralove, o Ol Pejeta e os Serviços de Fauna Selvagem do Quénia decidiram realizar no animal o procedimento da eutanásia.

Devido à idade avançada, Sudan tinha problemas ósseos e musculares. Nos seus últimos meses de vida, vinha lutando contra uma infecção na pata esquerda. Desde o início deste mês, o ferimento ficou mais infectado, agravando ainda mais a sua já frágil saúde.

sudan 2

Sudan habitava o zoológico de Dver Kralove, na República Checa. Mudou-se para a reserva natural de Ol Pejeta para viver junto às duas últimas fêmeas da espécie, Najin, 27 anos, e Fatu, 17 anos – respectivamente filha e neta de Sudan.

Como Sudan já estava muito velho para a procriação natural, a esperança de manter viva a espécie estava na utilização da técnica de fertilização artificial. Entretanto, como esse procedimento é muito caro, custando cerca de 9 milhões de dólares, foi feita uma campanha na rede social Tinder para angariar recursos dos usuários.

A fertilização artificial em Najin, a única fêmea fértil, é a última esperança para que a subespécie dos rinocerontes-branco-do-norte sobreviva.

Estamos aqui torcendo para que dê tudo certo!

Fonte e fotos

Doutora em Estudos de Linguagem, Mestra em Linguística e Especialista em Ensino de Língua Portuguesa, escreve para GreenMe desde 2015.
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